Música Popular no Romance Brasileiro

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Música Popular no Romance Brasileiro;


Análise de Duas Obras.

Autores:
Christopher Heron
Viviane Costa

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PRIMEIRA OBRA ANALISADA


Isbella
(M.L. Fernandes da Rocha)




   Isabella é um romance brasileiro de 1870. O nome do livro é “Romance Original Brasileiro – Isbella”, muito provavelmente para indicar que não é uma tradução.
   A romance se passa “em uma chacrinha situada para os lados de São Clemente, Risonha e Pitoresca”.(no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro-RJ). A personagem principal tem suas experiências musicais retratadas pelo autor de forma no mínimo delicada. 
Justificando a ida de Isbella ao piano para cantar e tocar, por exemplo, diz o autor que “há tristezas que convidam ao canto”. Após correr os “dedinhos pelo teclado”, tirando “sons harmoniosos, filhos de um sentimento real”, são sempre versos “repassados de dor e de melancolia’’ que canta:
 Já sem viço pendeu de meus dias
Vago sonho de imagens já frias
Essa flor que a desgraça murchou ;
Os suspiros da triste apagou.


   A visível preocupação e delicadeza  na escrita explica-se no fato de que a escrita/ literatura até pouco tempo era tida como algo muito nobre, apenas para elite, sendo assim os escritores temiam pelo “rebaixamento” de sua classe.
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SEGUNDA OBRA ANALISADA


Ressurreição 
(Machado de Assis)

“Não quis fazer romance de costumes; tentei o esboço de uma situação e o contraste de dois caracteres”- Machado de Assis, sobre Ressurreição.

   O primeiro romance de Machado de Assis, lançado em 1872. Assim como os demais romances do autor pouco apresentava sobre questões políticas e/ou sociais de sua época. 
   Na imagem a seguir, o próprio Machado de Assis comenta sua própria obra Ressurreição:

Sobre a Música e a Dança na obra, o personagem Dr Félix diz à  mulher que tenta conquistar em um de seus diálogos:
Pelo menos é a única dança em que há poesia”. E explicava: “A quadrilha tem certa rigidez geométrica; a valsa tem todo o abandono da imaginação”.

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